A saudade escapa enquanto os olhos miram o próximo
precipício. Veio para o nada e cobriu com tudo o mar que corria de suas veias.
Enquanto o vento jorra nas tênues sensações, a imensidão de palavras acalenta a
alma seca de sentidos. Sentimentos. Vazios de espaço. Coloridos em intenso
espaço. Na vontade de dizer tanto para nada. Para mais um ou alguns. Poucos que
se tornam muitos na noite sombria. Na calada penumbra do rascunho rabiscado.
Coberta.
Pelas pétalas assanhadas. Pelo calor vibrante. Pela densa sublimação da neblina
respirada. Na mais profunda caminhada. Sem retorno. Sem confortos. Sem destino
que alcance seus passos. Lentos. Marcados. Marcantes. Relutantes em prosseguir.
Em sorrir tranquilamente. Queria mesmo era a liberdade de dizer que foi e já
não mais é, porém continua. Num compasso desleixado. Numa cinzenta tarde, em
que o sol clamou por uma despedida.
Alguma que
fosse mais forte. Uma dose. Outra qualquer que não fosse aquela que rompeu seus
laços cuidadosamente. Sem espaços mais para aguentar a sede que consumia seu
ventre. E sentiu. No instante inesperado a emoção transcorreu. Envolveu.
Transcendeu. Escorreu sem culpa.
Súplicas sagradas,
ainda que profanas na solidão. Ainda que resguardadas. Seletas e secretas.
Crescidas e punidas. Agora gélidas. Ou não. Talvez seja apenas um pouco de ódio
coberto de rancores tardios. Porque na alma pulsa um pouco mais de sentido do
que no passado alagado. Composto e coberto. Sem medo desperta para mais um
alvorecer florido. Em que os campos cantam e os pássaros calam. Para sua
passagem. Para sua majestosa e repentina passagem.
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